Regiões: práticas socioculturais e relações de poder
Estudos sobre narrativas que evidenciam conceitos, usos e significados de "regiões" e seus componentes constituídos historicamente por meio de práticas religiosas, políticas, econômicas, literárias, artísticas - científicas e não-científicas, reunindo investigações sobre as práticas socioculturais de povos tradicionais (indígenas, quilombolas, faxinalenses e outros), das etnicidades, das identificações, das relações de poder nas vivências cotidianas e nas práticas vinculadas às questões de gênero, à educação e ao controle social.
As regiões podem configurar o eixo de análise temporal de fenômenos históricos que se evidenciam no simbólico, nas práticas e estratégias cotidianas que possibilitam a existência. Compreender regiões dessa maneira implica cotejar o conhecimento científico, que elabora uma narrativa monográfica, com as narrativas das culturas não-científicas que produzem análises e significados registrados em variados suportes.
A proposta é compreender diversas formas de conceber historicamente as tensões entre as práticas socioculturais e as relações de poder na constituição de noções de região, em temas como o continente, a nação, a cidade, a casa, o campo, os faxinais, as fronteiras, os domínios definidos pelo Estado, as religiosidades, as tradições, as populações, a ocupação e exploração de territórios, os movimentos sociais, as tipificações das etnias, o corpo, as relações entre humanos e mundo natural, os textos como fabricações de espaços materiais e imaginários. Esta linha de pesquisa acolhe, portanto, estudos a respeito de espaços, narrativas e poderes que delineiam as configurações regionais.
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